quinta-feira, 5 de julho de 2012
Histórica conquista do Timão na Libertadores vai virar livro
05/07/2012 18h59
Clube prepara o lançamento de obra, que vai contar com 180 páginas de fotos dos bastidores do Corinthians na competição continental
Por GLOBOESPORTE.COMSão Paulo
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çãçãCapa do livro do Corinthians, que será lançado
ainda no mês de julho (Foto: Divulgação)
A histórica conquista do Corinthians na Taça Libertadores da América deste ano vai virar livro. A obra “Libertados - campeão da Libertadores 2012”, editada pela BB Editora, é organizada pelo fotógrafo oficial do clube, Daniel Augusto Júnior, e reúne as imagens mais marcantes da campanha alvinegra na competição mais importante de clubes do continente.
Ao todo, são 180 páginas com fotos dos bastidores do Timão ao longo das 14 partidas no torneio mais importante dos 102 anos do clube alvinegro. O lançamento da obra em homenagem ao título da Libertadores deverá ser ainda no mês de julho.
– De todos os livros que fiz para o Corinthians, este é especial. Claro, pois é uma obra que com absoluta certeza a nação vai guardar e imortalizar – afirmou Daniel Augusto Júnior.
Em janeiro deste ano, uma parceria entre a BB Editora e o fotógrafo já havia resultado no lançamento do livro em homenagem ao pentacampeonato do Corinthians no Campeonato Brasileiro
Globo News Saúde mostra um guia de corrida para amadores e iniciantes (3/7/2012 1
Globo News Saúde mostra um guia de corrida para amadores e iniciantes (3/7/2012 1)
Especialistas alertam que qualquer atividade física deve ser encarada como medicamento. Como todo remédio, a diferença está na prescrição e na dose.
Tênis, shorts e camiseta. Pode não ser necessário um monte de adereços para alcançar o bem estar físico e mental atribuído à corrida. “É prático, é barato, é fácil. É um fenômeno mundial”, comenta o professor de educação física Norton Martins de Freitas [CREF 002876-G/RJ]. Mas, além de determinação para manter a prática, especialistas alertam que qualquer atividade física deve ser encarada como medicamento. Como todo remédio, a diferença está na prescrição e na dose. O Globo News Saúde falou com especialistas e mostra um guia para ajudar nos primeiros passos.
- Procure ajuda especializada. O cardiologista Claudio Gil Soares de Araujo, especialista em Medicina do Exercício, explica que as chances de sucesso são maiores quando a atividade é tem orientação. “Só um profissional especializado vai poder orientar qual é a dose certa”, diz.
- Escolha o tênis adequado. Sua pisada pode ser neutra, pronada – de quem pisa mais para dentro - ou supinada – no caso dos que pisam mais para fora. O calçado interfere no impacto.
- Use roupas apropriadas. O Dr. Araújo indica roupas que facilitem a troca de calor. “São os tecidos chamados ‘dry fit’, que absorvem calor e suor com facilidade”. Além disso, ele sugere o uso de shorts mais longos, para evitar o atrito entre as coxas.
- Comece caminhando. O professor de Educação Física Norton Martins de Freitas diz que, para quem está começando, o ideal é caminhar e aumentar a intensidade do exercício aos poucos. “Quando começar a correr, fazer isso com intervalos. Três vezes por semana. Trotar alguns minutos e caminhar outros”, explica.
- Cuide da técnica. Parece simples, mas existe uma técnica para correr. É isso que afirma o médico. Ele dá exemplos: “Se os seus pés estão fazendo barulho no solo, está errado. Significa impacto”; “A respiração correta é com a boca aberta. O nariz é um acessório para entrada e saída do ar. Deixe o corpo tomar controle do ar que ele precisa. Se você tentar fixar, você vai dificultar e não vai fazer bem feito”; “A coluna deve ficar reta. O braço é apenas para te equilibrar. O pé entra com o calcanhar e sai com a ponta do pé”.
- Fique atento à velocidade. “Como não temos quatro patas, ou a gente anda, ou corre”, comenta o médico. Ele explica que uma velocidade entre 6km/h e 8km/h é tecnicamente ruim para as duas atividades.
- Fortaleça a musculatura. “A musculação ajuda a evitar lesões. Complementa muito bem a corrida”, garante o professor.
- Dê atenção aos sinais. Se você se tomou os cuidados básicos e sente dores depois das corridas, informe seu médico. “Ignorar a dor pode evoluir para uma fratura de estresse”, alerta o professor.
Fonte: Globo News
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CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Exercícios: devagar e sempre pode ser a melhor opção (4/7/2012 1)
Mais pesquisas apontam que a prática de atividades físicas deve ser constante, mas não precisa ser intensa para oferecer benefícios à saúde
Novas pesquisam aparecem para tranquilizar as pessoas que praticam exercícios físicos, mas que ficam preocupadas com o fato de não estar se exercitando o suficiente.
A quantidade de exercício necessária para melhorar a saúde e aumentar a longevidade é modesta – quantidades maiores não significam necessariamente resultados melhores.
Isso é o que informa o estudo mais recente e, talvez, mais convincente, apresentado este mês no congresso anual do Colégio Americano de Medicina Esportiva, em São Francisco.
Os pesquisadores da Escola Arnold de Saúde Pública da Universidade da Carolina do Sul e de outras instituições pesquisaram os registros médicos de 52.656 americanos adultos que realizaram exercícios físicos de 1971 a 2002, como parte do Estudo Longitudinal do Centro Aeróbico do Instituto Cooper, em Dallas. Os participantes concluíram os exames físicos e preencheram os questionários, retornando para ao menos uma consulta de acompanhamento.
Os pesquisadores descobriram que aproximadamente 27% dos participantes informaram correr com regularidade, embora a quantidade de tempo dedicado à corrida e o ritmo fossem muito diversos. Em seguida, os cientistas verificaram os relatos de mortes.
Durante a realização do estudo, 2.984 participantes morreram. Porém, a incidência foi muito menor no grupo que praticava corrida. O risco de morte por qualquer causa desses participantes foi em média 19% menor que o dos que não praticavam corrida.
Notadamente, em uma análise atenta das atividades que os participantes informaram realizar, os pesquisadores descobriram que a corrida moderada oferecia mais benefícios.
A redução do risco de morte foi mais eficaz para os participantes que corriam de 1,6 a 32 quilômetros por semana, percorrendo em média 1,6 quilômetros em cerca de 10 ou 11 minutos – em outras palavras, praticavam cooper – que para os que corriam mais de 32 quilômetros por semana (reconhecidamente poucos) e os que corriam normalmente em um ritmo mais rápido, percorrendo mais de 11 quilômetros em uma hora.
"Esses dados certamente apoiam a teoria de que não é necessário correr mais para gerar benefícios extras para a saúde e para a expectativa de vida", afirmou um dos autores do estudo, Carl J. Lavie, diretor clínico de reabilitação cardíaca e prevenção do Centro Médico Ochsner, em Nova Orleans.
"De fato, parece que a quantidade de tempo de corrida menor está associada a uma proteção melhor contra o risco de morte. O acréscimo não é sinônimo de benefício, e, na realidade, pode ser sinônimo de piora."
A análise do cientista reflete os resultados de outra pesquisa recente relacionada com atividade física e mortalidade, na qual cientistas dinamarqueses usaram dados extraídos de um trabalho continuado de 27 anos do Estudo do Coração da Cidade de Copenhagen.
Os pesquisadores relataram que a expectativa de vida dos dinamarqueses que, durante o período de estudo, corriam semanalmente de uma a duas horas em "ritmo lento ou moderado" foi maior que a dos participantes sedentários e dos que corriam em ritmo mais acelerado. Essa quantidade de exercícios absolutamente modesta resultou no aumento da expectativa de vida: em média 6,2 anos para os homens e 5,6 para as mulheres.
"Podemos dizer com certeza que correr com regularidade aumenta a longevidade", afirmou Peter Schnorr, cardiologista e um dos autores do estudo, ao apresentar as descobertas no congresso clínico da Associação Europeia para a Prevenção e Reabilitação Cardiovascular, ocorrido no mês passado.
"A boa notícia é que as pessoas não precisam correr muito para obter os benefícios. Essa relação parece ser bastante semelhante à ingestão de álcool", continuou o médico.
"A mortalidade é menor entre as pessoas que relatam correr de forma moderada que entre não praticantes ou os que praticam exercícios de alta intensidade."
A confirmação dessa ideia também aparece nas descobertas de um amplo estudo da prática de exercícios, publicado ano passado no periódico The Lancet, que demonstrava que a pratica de 92 minutos de exercícios moderados por semana, como caminhada, corrida ou ciclismo leves por um grupo de 416.175 habitantes de Taiwan, aumentava a expectativa de vida em aproximadamente 3 anos e diminuía o risco de mortalidade por qualquer causa em aproximadamente 14 por cento.
O risco diminuiu entre os participantes do estudo cujos programas de exercícios eram mais ambiciosos, o que parece justo, embora os benefícios tenham se estabilizado rapidamente. Para cada 15 minutos extras semanais de exercícios moderados, que complementavam os 92 minutos iniciais, o risco de mortalidade do praticante diminuía. A diminuição, porém, era de apenas cerca de 4%. Não está claro se o exercício adicional se torna contraproducente e em que momento isso ocorre.
"Em geral, parece que os exercícios físicos, assim como qualquer terapia, resultam em uma curva de distribuição normal em termos de respostas e benefícios", afirmou James H. O"Keefe, cardiologista e principal autor da instigante análise, publicada no periódico Mayo Clinic Proceedings, que investiga se a prática de exercícios vigorosos em excesso, especialmente corrida, pode causar danos ao coração.
"Os dados obtidos até o momento sugerem que a caminhada e o cooper são benéficos quase uniformemente para a saúde e aumentam a expectativa de vida", afirmou O"Keefe.
"Mas os benefícios podem se tornar questionáveis quando os exercícios são mais vigorosos e prolongados. Eu gosto de corrida de longa distância.”
"Eu corro. Contudo, após aproximadamente 45 a 60 minutos diários, você atinge um ponto de retornos decrescentes, e corre o risco de toxicidade em determinado ponto."
O que ele aconselha? O estudo realizado por Lavie e seus colegas oferece orientações excelentes para a prática de exercícios de forma segura e eficaz, afirmou O"Keefe.
"Você pode adicionar anos a sua expectativa de vida se correr 32 quilômetros ou menos por semana percorrendo um quilômetro em 10 ou 11 minutos. Essa é uma excelente notícia."
Isso é verdade – especialmente porque, por acaso, essa rotina é quase igual ao meu próprio programa semanal de exercícios.
"Eu não desencorajaria automaticamente a pratica de quantidades maiores de exercícios se a pessoa deseja muito" e não está sentindo efeitos colaterais, como fatiga extrema ou lesões constantes, continuou O"Keefe.
"Contudo, os dados recentes informam que o ponto ideal da prática de exercícios parece surgir com uma quantidade menor."
Fonte: iG Saúde
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